Logomarca da Campanha de 100 anos de tratamento. FOTO: Blog da ABHHO Hemomar de Imperatriz realiza tratamento contra a doença Falciforme. A doença Falciforme é um tipo de anemia hereditária, ou seja, as pessoas já nascem com ela. Durante a gestação acontece uma modificação genética no gene (DNA) que, no lugar de produzir o pigmento chamado hemoglobina (Hb) A, dentro dos glóbulos vermelhos, produz outra hemoglobina, denominado S (HbS), que é a hemoglobina que define a doença Falciforem.
Os glóbulos vermelhos são células flexíveis e arredondadas presentes no sangue. E a hemoglobina existe dentro dos glóbulos vermelhos e é responsável pela cor vermelha do sangue e transporta oxigênio para todos os tecidos e órgãos. Diferentemente dos glóbulos vermelhos de uma pessoa saudável, que são arredondadas, os glóbulos vermelhos das pessoas com doença Falciforme assumem a forma de foiça ou meia-lua e com isso causam má circulação do sangue, muitas dores e diversos outros problemas, além de não transportar oxigênio para o restante dos órgãos.
“As pessoas tem anemia crônica - que é a destruição dos glóbulos vermelhos, inchaços nos pés e mãos e muitas dores, principalmente nos ossos, nos músculos e articulações”, diz a médica Vera Lívia Siqueira que trabalho no Hemomar de Imperatriz. Ela também explica sobre os tratamentos. “Geralmente são tratadas em casa, com analgésicos, receitados pelos médicos e a ingestão de bastante líquidos”.
Para realizar os tratamentos as pessoas devem procurar os Serviços de Referência, Hemocentros ou Hospitais Públicos. De acordo com o Ministério da Saúde as pessoas podem realizar o exame de sangue chamado eletroforese de hemoglobina, disponível no SUS.
Histórico
Em 2011 o mundo comemora, de maneira um tanto silenciosa, 100 anos de uma descoberta científica no campo da medicina. A Doença Falciforme teve sua origem na África, mas pode ser encontrada em diversas partes do mundo. No Brasil, essa doença chegou juntamente com as primeiras levas de africanos escravizados, que constituem uma das bases da formação da população brasileira, nos porões dos navios negreiros.
Segundo Vera Lívia o Ministério da Saúde estima-se que no Brasil nascem quase 4 mil bebês com essa doença por ano no país. Por essa razão, foi estabelecidas, em 2005, a Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Falciformes, que faz parte da política nacional de atenção integral à saúde da população negra.
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