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Baixa do Rio Tocantins faz cair venda de peixes em Imperatriz

Baixa do Rio Tocantins faz cair venda de peixes em Imperatriz

Pauta: Dina Prardo

Texto e Fotos: Janethe Matos

 

Preço do peixe subiu por conta da escassezA quantidade de peixes comercializada em Imperatriz, a segunda maior cidade do Estado do Maranhão, diminuiu por causa do baixo nível de águas do Rio Tocantins. A venda de peixes que chegava a 150 quilos por dia, hoje não chega a 20 quilos. Segundo o secretário da defesa civil, Joseano Galvão, esta é a situação mais crítica já enfrentada pois o Rio está com 2,7 metros abaixo de zero e a “previsão de chuvas que fará o nível do Rio subir, somente daqui 60 dias em média”, informa ele.

O pescador João Batista Silva Nunes, faz parte da Colônia de Pescadores Z-29 desde sua fundação e relata com tristeza a situação presente em que o pescado tem se tornado uma coisa cada vez mais rara.“A dificuldade aqui para o pescador está de mais, devido as barragens, a falta de água, que fica tudo preso na barragem, nas represas das hidrelétricas que estão acabando com o Tocantins e a falta de chuva também está colaborando”, diz ele.

Conforme o pescador Adonilson de Sousa Rocha, a dificuldade na pesca começou a seis meses e desde então só tem piorado com a seca do Rio que só aumenta. “A represa acabou o peixe todo […] o Rio nunca secou desse tipo aí, depois que fizeram essas hidrelétricas que ficou desse jeito”, diz ele. Devido àescassez de peixes o valor destes aumentou, a crumatá e o piau por exemplo, subiram 40% e o barbado subiu 20%.

A Colônia de Pescadores Z-29 localizada na Av. Beira Rio surgiu em 1978 e tem 570 pescadores associados, dentre estes existem alguns aposentados e outros encostados, no entanto, a quantidade de pescadores ativos é de aproximadamente 350.Os associados possuem a carteirinha que lhes dar o direito de pescar em todo o território brasileiro e por eles serem autônomos podem vender o produto para quem quiserem.

Situação do rio Tocantins só deve ser regularizada em 60 dias

O secretário executivo de finanças da Colônia, Albane Freitas de Sousa, relata sobre a preocupação em oferecer um produto de boa qualidade ao consumidor “a gente trata muito nessa questão junto ao pescador”, diz ele. Apesar de não haver uma preocupação aparente por parte do poder público, a associação busca sempre orientar o pescador da melhor forma possível para que o produto esteja em perfeito estado de consumo.

Os peixes aqui vendidos vêm de Estreito, Carolina, Serra das Mesas e de criatórios também. O tipo de peixe mais procurado pelo consumidor é o tambaqui, porque ele não tem muita espinha e facilita o consumo, este vem de criatórios da região. Omapará, crumatá, piau, caranha e barbado também são muito procurados, estes são oriundos da captura mesmo.

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