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Feirão do Face permite maior proximidade entre cliente e vendedor

Feirão do Face permite maior proximidade entre cliente e vendedor

Por Letícia Barreto

Cada vez mais o mercado de compra e venda de produtos pela internet tem conquistado os consumidores, pois além de ser bastante cômodo, oferece praticidade para quem leva uma vida agitada e não tem tempo de ir a uma loja ou aos centros comerciais. Segundo o principal relatório do e-commerce brasileiro, o 34º WebShoppers, só no primeiro semestre de 2016, as vendas online movimentaram cerca de 19 bilhões de reais, um aumento de 5,2% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

De acordo com o levantamento, os principais fatores que contribuíram para esse crescimento foi o aumento do número de consumidores ativos na rede, a participação das classes AB, os descontos em alguns produtos mais procurados como celulares e outros eletrônicos e, por fim, as vantagens com o pagamento. Outro ponto que também se soma a essa grande alta é a venda de produtos usados, muito embora a recessão econômica ainda intimide um pouco os hábitos dos consumidores.

Em Imperatriz, a tendência de se negociar produtos através da internet também está em alta e vem crescendo cada vez em sua credibilidade. O uso de redes sociais como o Facebook é uma ferramenta indispensável para quem deseja fazer um bom marketing de seu negócio ou produto e isso estabelecendo empatia e fidelização com o cliente da web.

Criado há mais de 5 anos para ser apenas uma página de anúncios de compra e venda, o Feirão do Face, desenvolvido pelo jornalista, professor e radialista Laércio Castro, atual apresentador da TV Nativa (afiliada Record TV), concentra atualmente mais de 150 mil membros, que utilizam o espaço para criar uma rede de contatos entre quem se interessa em vender ou trocar produtos, os quais vão desde aparelhos eletrônicos, domésticos, até veículos.

Laércio Castro, criador do Feirão do Face

Laércio Castro, criador do Feirão do Face

“O Feirão do Face começou despretensiosamente. Eu simplesmente abri um grupo para que, no caso, tivesse algum amigo com alguma coisa para anunciar, não empresas, mas sim um produto, então que pudesse anunciar ali”, explica o idealizador do site, Laércio Castro. Para ele, as coisas foram tomando proporções inesperadas à medida que crescia a quantidade de membros e o sucesso era maior a cada dia.

Conforme a comunidade foi ganhando credibilidade e importância, alguns problemas foram surgindo, como a interferência de interesses alheios, tais como exibição de propagandas políticas, anúncios de empresas privadas e até mesmo desentendimentos entre os clientes, que reclamavam de terem adquirido produtos que não correspondiam ao que foi prometido nas ofertas.

Mas o que ajudou, segundo o jornalista, foi a elaboração de regras para que houvesse um melhor funcionamento da interação entre os componentes da comunidade. “O que amenizou bastante foi a gente criar regras, então, se alguém sair dessas regras, temos a liberdade de alertar, de excluir temporariamente ou definitivamente. Então hoje, a gente tem um controle a respeito disso”, completa ele, revelando que não é o único administrador da página.

Um dos fatores que diferenciam o Feirão do Face dos outros sites convencionais é a possibilidade de a compra apenas se iniciar de forma virtual mas se concretizar pessoalmente, isto é, mediante o encontro entre comprador e cliente antes de efetuar o pagamento. Isso evita maus entendidos e até mesmo alerta para o caso de a procedência do produto ser duvidosa, mediante a apresentação de nota fiscal.

Justamente, esse é o detalhe que torna o site mais atrativo e popular no Facebook, estando à frente de outros que surgiram posteriormente. Para a advogada do Procon Márcia Ribeiro, apesar de as compras online geralmente não serem confiáveis, no Feirão do Face elas têm demonstrado que são seguras, por isso não têm gerado denúncias no órgão. Ainda que o Procon não monitore as negociações feitas na comunidade, a entidade está aberta para que qualquer consumidor, que se sentir lesado, possa reclamar.

“Você só tem que ter cuidado com aquilo que está comprando e lembrando que se você comprar produtos piratas, já não está mais sob a égide que rege o Código de Defesa do Consumidor, então não tem mais direito de troca ou de encaminhar pra assistência técnica”, alerta a especialista. Por isso mesmo, a atenção do comprador deve estar redobrada, já que a obrigação de adquirir um produto é do vendedor, mas também dele.

Sara Mendes compra eventualmente no Feirão do Face

Sara Mendes compra eventualmente no Feirão do Face

A estudante Sara Mendes, de 22 anos, recentemente comprou um aparelho celular e há 3 anos adquiriu um computador, por isso atesta a qualidade do Feirão. “Eu compro lá, principalmente por causa dos preços que são muito bons. Eu considero mais organizado, porque tem muito grupo que é mal organizado e tem mais propaganda que anúncio de vendas”, explica a jovem.

Durante o processo de compra de seu celular, ela primeiro tratou virtualmente com o vendedor e depois pessoalmente. Contou que o produto não acompanhava a nota fiscal e precisou confiar na índole do anunciante do produto, obtendo a garantia de devolução do dinheiro, caso seu aparelho tivesse “envolvido em caso errado”, atestou Sara. Por isso mesmo, considera o Feirão do Face mais confiável que os outros e com credibilidade para quem procura fazer negócio rápido e sem burocracia.

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