Os militares interditaram a rua Leôncio Pires Dourado desde o início da paralisação, dia 24 / Foto: Isabella PlácidoOs policiais e bombeiros militares maranhenses estão com suas atividades paralisadas desde o último dia 24 de novembro. Nos dias 24 e 28 deste mês, os militares interditaram a rodovia federal BR-010 por cerca de uma hora e meia no trecho da ponte sobre o riacho Cacau, como forma de chamar atenção das autoridades.
Foi divulgada hoje no rádio uma nota em nome dos comandantes gerais da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, secretário de Segurança Pública, Aluísio Mendes e da governadora do Maranhão, Roseana Sarney, para que todos que aderiram ao movimento grevista retornem ao trabalho, pois, segundo informa a nota, a paralisação é considerada ilegal.
Segundo informa o vice-presidente da Associação Regional dos Cabos e Soldados da Polícia Militar de Imperatriz, Açailândia e Região Tocantina (ARCSPMIA), Widevandes Araújo, quem decide o fim da paralisação é a categoria. “O coronel representa o governo, se ele está diz que deve acabar, ele deve ter uma proposta. Se ele tiver uma proposta e for aceita pela categoria, nós paramos”, explica Widevandes.
Widevandes Araújo revela também que não tem conhecimento de uma decisão do Tribunal de Justiça do Maranhão. “Até agora ninguém foi notificado dessa suposta decisão. Essa decisão só será validada a partir da hora houver uma notificação formal por um oficial de justiça”.
Insegurança
Apesar da paralisação dos militares já durar seis dias, a população continua suas atividades normalmente. Mas a atendente de uma farmácia da cidade, Iraci Viana, informa que não vai trabalhar tranquila. “Com o policiamento nas ruas a gente já tem medo, né? Sem a guarda, com certeza a gente fica mais inseguro”, explica Iraci.
A universitária Rhuana Araújo também revela que se sente insegura desde o início da greve. “Quando dá dez horas da noite é o toque de recolher. Se for pra sair pra comprar alguma coisa, com dinheiro ou cartão, a gente fica mais receosa a respeito disso. E com certeza sair a noite nem pensar”, revela Rhuana.
O vice-presidente da ARCSPMIA, enfatiza seu desejo do término da paralisação. “Acreditamos que não deva demorar muito tempo, a situação está ficando caótica. E nenhum administrador responsável deixaria que essa situação perdurasse por mais tempo”.
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paulo nascimento