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Arte de rua como forma de sobrevivência e estilo de vida em Imperatriz

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Artesão Franklin vendendo sua arte na praça de FátimaArtesão Franklin vendendo sua arte na praça de FátimaÈ comum encontrar em Imperatriz pessoas que tentam sobreviver de sua própria arte. Elas estão em todos os lugares da cidade, nas praças, nas ruas. São malabaristas, artesãos de rua, artistas plásticos que buscam visibilidade e quebra de preconceitos.

Franklin Alves, que, há mais de 15 anos, trabalha com produção de pulseiras, cordões e  peregrina pelas ruas de Imperatriz atrás de seus clientes, fala com entusiasmo  da originalidade de sua arte.

“Eu trabalho com capim dourado, com palha, com couro, madeira, com linha. Eu faço muitos tipos diferentes de arte, e nada é comprado. Eu tenho minha própria forma de pensar minha arte, são coisas que não encontramos em lojas” – fala o artesão.

Ele ainda completa ressaltando que com a venda de seus produtos consegue o básico para sobreviver. “Dá para sobreviver, sobreviver para mim é me virar, o básico graças a Deus eu consigo” - diz.

Franklin é um sujeito esclarecido e que ainda carrega consigo muito da cultura Hippie. Seus cabelos duros e com tranças refletem os valores deste movimento singular. “A cultura hippie não está degradada, porém, em nossa cidade, fazer arte é arranhar o dedo em caco de vidro” - enfatiza.

Para ele, ser Hippie, ou artesão de rua, como gosta de ser chamado, é mais que um trabalho é um estilo de vida, cheio de princípios.

“Nós tentamos ser solidários, ter as coisas em comum, dividir o que temos. Nós não buscamos muito os valores deste mundo, buscamos mais os valores da alma, pregamos a paz e não a guerra”. De acordo com ele, todos os olhares da sociedade são olhares ruins e bastante discriminatórios.

Para Antônio Almeida, um senhor com mais de 50 anos, não é certo “perambular” pelas ruas da cidade vendendo pulseiras ou qualquer outro objeto, para ele, seria melhor se essas pessoas tivessem um ponto fixo para vender seus produtos.

“Os caras passam o dia todo na rua, eu não acho isso certo não; eles tinha que ter um ponto certo para trabalhar, eles tinha que se organizar; seria melhor que ficar aí jogados no meio da rua.  Ele ainda diz que prefere comprar seus produtos nas lojas, pois não vê garantia nos produtos de rua.

“Eu não presto atenção pra coisas que eles fazem, eu prefiro comprar na loja, pois lá as coisas possuem documentos”.

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