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Escola de Danças de Imperatriz apresenta obra clássica de Bizet

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2 copy2 copyA Escola de Danças Flávia Homobono apresenta nos dias 26 e 27 de novembro e 02, 03 e 04 de dezembro desde ano, no Teatro Ferreira Gullar, o espetáculo: Carmen Bizet. A apresentação recontará através da dança a história de Carmen, cigana que usa seus talentos de dança e canto para enfeitiçar e seduzir vários homens. O espetáculo é composto por 35 pessoas e terá mais de 60 cenas.
Segundo o diretor do espetáculo, Roberth Nunes, diversas adaptações tiveram que ser feitas para o local onde a peça será apresentada, a quantidade de dançarinos e o figurino. “Esta é uma releitura de Bizet, o espetáculo original envolve muita gente, é tudo muito grande. Infelizmente nosso espaço físico, aqui em Imperatriz é muito limitado”, completa Roberth.
Carmen na história original é uma cigana que trabalha numa fábrica de tabacos. Sua beleza encanta e seduz o soldado Don José. Ele se torna completamente obcecado por Carmen. Após um lindo e intenso momento de felicidade com Carmen, José abandona a farda, virando contrabandista. Em seguida Carmen abandona José, o ex-soldado então é tomado por um acesso de ira e ciúme.
Na versão que será apresentada pela escola Flávia Homobono, todas as cenas são representadas através de danças, não há diálogos. “É uma fusão entre dois tipos de dança, temos o ballet e flamenco. Trazendo a idéia de que o masculino é flamenco, o feminino é o ballet. Está é a nossa leitura de Carmen, eu acho que isso não existe em lugar nenhum do mundo”, explica Roberth.
Ao contrário do espetáculo original, o apresentado em Imperatriz será livre para todos os públicos. “O espetáculo original tem uma censura pesada porque é uma tragédia” afirma o diretor. Para Roberth “Carmen Bizet” é um espetáculo de entretenimento cultural, algo que segundo ele é pouco apresentado em Imperatriz. “Infelizmente, não temos muito entretenimento que traga algo para quem assiste. Com Carmen a gente aprende um pouco sobre cultura espanhola e a cultura cigana”, conclui.

Obra de Bizet
Foi um escândalo. Na noite de 3 de março de 1875, a platéia presente à Opéra-Comique de Paris saiu chocada com a estréia de Carmen, de Georges Bizet. Acostumado com histórias ditas "edificantes", o público ficou incomodado com aquele espetáculo singular, no qual uma cigana desprovida de qualquer moral, sem a menor sombra de remorso ou piedade, enfeitiçava e levava os homens à perdição. Em vez de final feliz, um assassinato em cena. Carmem é morta pelo amante, a punhaladas.

Imprensa da época
A música, tão perturbadora quanto o enredo, foi motivo de igual controvérsia. A crítica, na imprensa da época, mostraria-se dividida. A maioria, é certo, tratou a ópera de Bizet como um espetáculo repugnante e obsceno. "Se fosse possível imaginar Sua Majestade Satânica escrevendo uma ópera, Carmen seria o tipo de obra que se esperaria", diria o Music Trade Review, de Londres.
Houve, porém, quem pensasse o contrário. "Bizet quer pintar homens e mulheres de verdade, alucinados, atormentados pelas paixões, pela loucura. Assim, a orquestra conta suas angústias, seus ciúmes, suas cóleras e a insensatez geral", foi a avaliação publicada no Le National, de Paris.

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