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Sem previsão de regulamentação, carroças seguem no improviso em Imperatriz

Sem previsão de regulamentação, carroças seguem no improviso em Imperatriz

Texto e fotos de Gessica Cavalcante

Pauta de Dina Prado

A proposta de regulamentação e criação de uma Associação de Carroceiros em Imperatriz não tem previsão de ocorrer, pelo menos não este ano. Os carroceiros alegam sentirem falta de um auxílio da Prefeitura, mas segundo o secretário de Trânsito de Imperatriz, Leandro Braga, o tema não está em pauta na agenda municipal.

“Não temos uma previsão de criação de uma associação, pois a gestão é nova e estamos tratando de algumas outras prioridades, mas o Centro de Zoonoses se encontra em reforma para melhoria dos demais”, diz ele.

Em Imperatriz não existe um número concreto sobre quantos carroceiros atuam na cidade. Com base nas apurações realizadas pela Setran (Secretaria de Trânsito de Imperatriz) para a cavalgada no ano de 2016, foram cadastrados 341 carroceiros, porém, no ano de 2012, o número foi maior, 633 cadastros realizados. “Em média são duas mil carroças circulando pela cidade de Imperatriz”, diz o carroceiro, Ivaneide Costa Cardoso.

Prefeitura desconhece o número de carroceiros da cidade

Embora não estejam organizados, parte desses carroceiros acredita que o apoio e orientação dos órgãos municipais poderia fortalecer e estabelecer regras para a profissão. Ele comenta ainda que deveriam existir mais palestras, regulamentações das carroças e projetos de como cuidar dos animais e como ter uma renda maior.

“Queríamos que tivessem palestras para melhorar nosso trabalho, a criação de uma associação seria uma boa ajuda para emplacar as carroças e vacinas pros cavalos e também ajudas em serviços porque com uma viagem de R$10 não rende muito lucro e não é todo dia que aparece serviço, com a associação iria melhorar porque com um líder seria mais fácil chegar até os responsáveis nossas dúvidas e pedidos”, concluiu Costa Cardoso.

Com uma Associação, carroceiros alegam que teriam a quem recorrer quando precisassem de algum serviço ou até mesmo reivindicar sobre outros problemas que estivessem afetando em seus trabalhos.

“Se tivesse alguém que nos representa-se, a gente poderia pedir para ter mais vagas para nossas carroças, para muitos é o único meio de transporte, e não é em todo lugar que podemos deixar nosso animal” diz carroceiro José Ribamar Santos.

 

Animais

 

Mas a questão não é apenas a falta de regulamentação, os cuidados com os animais são de grande importância tanto para a saúde do animal como para o desenvolvimento do serviço, e sem os cuidados necessários os cavalos acabam contraindo doenças que podem ser transmitidas para o ser humano. Por ano são recolhidos em média cerca de 600 cavalos.

Por ano CCZ recolhe 600 cavalos nas ruas de Imperatriz

“A raiva pode ser transmitida para o homem, como também tétano através das fezes, agressão por parte do animal, e tem também a rasura do lixo que pode causar calazar”, diz o veterinário do Centro de Zoonoses, Paulo Henrique Soares e Silva.

Esse tipo de serviço pode causar estresse para os animais.  Perguntado sobre dicas de como identificar se o animal se encontra cansado para trabalhar, o mesmo disse que a fadiga muscular e uma parada cardíaca pode ser um dos problemas aos animais.

“Quando os animais se encontram caquéticos, com carrapatos, verminoses, desnutridos, dispneia/cansaço. E esse tipo de exploração pode causar também fadiga muscular, astenia, ruptura de um vaso sanguíneo, parada cardíaca e muito mais sintomas”, concluiu.

 Cuidados

Algumas dicas simples podem evitar problemas com cavalos que precisam trabalhar:

  • Agua fresca e limpa a vontade;
  • Evitar grandes jornadas de trabalho;
  • Alimentação balanceada;
  • Vacinas em dias;
  • Ferraduras adequadas para animais que utilizam o asfalto.

 

De acordo com o veterinário do Centro de Zoonozes, o animal que se encontra em dias com suas vacinas, tem uma alimentação saudável e um bom descanso estará apto para viver e trabalhar por muito tempo. Vale ressaltar que os cavalos não são animais violentos e só atacam quando são ameaçados, sendo que seu coice pode matar uma pessoa.

 

 

 


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