Select Page

Tocha olímpica é recebida com protestos por movimentos sociais de Imperatriz

Tocha olímpica é recebida com protestos por movimentos sociais de Imperatriz

Texto e fotos: Jose Carlos Almeida

Movimentos sociais fazem protesto no revezamento da tocha olímpica

Movimentos sociais fazem protesto no revezamento da tocha

Durante a passagem da tocha olímpica por Imperatriz houve protestos de movimentos sociais da cidade e de movimentos indígenas da região. Para esses, parece que não há alegria em carregar a tocha, considerando a conjuntura de crise que o País vive e os acontecimentos nacionais no dia da passagem da tocha.

Com cartazes e palavras de ordem, os movimentos exigiam a saída de Temer e Cunha, justo no mesmo dia em que o Conselho

Movimentos sociais fazem protesto no revezamento da tocha

Os protestos foram intensificados na rua Dorgival Pinheiro de Sousa

aprovou, por 11 votos a 9, o parecer do deputado Marcos Rogério (DEM-RO) pela cassação do mandato do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Os movimentos exigiam também direitos sociais. Cartazes também denunciavam o desmatamento ilegal e exigiam respeito aos povos indígenas, no mesmo dia de um ataque aos guarani-kaiowá que lutam há décadas pela regularização fundiária da região de Caarapó Mato Grosso do Sul.

Os protestos se intensificaram no trajeto de 200 metros em que a líder indígena Sonia Guajajara conduziu a tocha. Ela representa a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) e, por seu ativismo – conhecido até internacionalmente –, foi escolhida pela comissão organizadora das Olimpíadas para representar os povos indígenas do Maranhão na condução da tocha pela cidade.

 

Lilian Coutinho é pedagoga na cidade e explica que quando soube que a tocha seria conduzida por 75 pessoas e, dentre elas, a ativista indígena, “não restou dúvidas que o melhor momento seria aquele”. Ela explica que diante do cenário de crise é preciso se levantar, “este cenário político atual é tenebroso e ultra liberal. Não há outra saída que não seja a luta nas ruas. Precisamos agarrar qualquer oportunidade de denunciar esse governo ilegítimo que está fazendo um desmonte no país”. Ela acrescenta que como Imperatriz é a segunda cidade mais populosa do Maranhão, não poderiam deixar de fazer o protesto.

Cartazes no trajeto percorrido por representante indígena

Cartazes no trajeto percorrido por representante indígena

Para o estudante Lucas Venâncio, o “Fora Temer” não significa “Volta PT”, “Dizer fora temer é reconhecer a tragédia que ele pode causar nas vidas dos brasileiros num curto prazo, mas dizer isso não significa volta PT, porque se volta PT, Temer volta junto”.  Ele também critica a realização do evento no meio de uma crise financeira que, segundo ele, o País vive. “O governo brasileiro não tem dinheiro para investir na Educação e nem na Saúde. Não investe em infraestrutura, mas tem para realizar esses eventos que só pioram nossa situação financeira. Vai ser igual os jogos pan-americanos do Rio, gastaram milhões enquanto o retorno foi ínfimo”.

O fogo olímpico chegou de voo especial por volta de 10h e seguiu em comboio até a ponte Dom Affonso Felippe Gregory, cartão-postal da cidade que liga os Estados do Maranhão e Tocantins. Ela percorreu as principais ruas de Imperatriz e, por volta das 18h, os movimentos sociais acompanharam o trajeto na rua Dorgival Pinheiro de Sousa no Centro, onde começaram a protestar.

About The Author