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Uso excessivo de whatsapp: quando é problema?

Uso excessivo de whatsapp: quando é problema?

Vício em aplicativos de mensagens pode demonstrar preocupação. Esse transtorno é conhecido como Nomofobia.

 

Texto: Quezia Alencar e Sarah Dantas

A maneira como nos comunicamos foi modificada. Utilizar o celular virou uma atividade rotineira para as pessoas. Os aplicativos de mensagens são os mais usados ultimamente. O WhatsApp é uma ferramenta que oferece um suporte de contato rápido e prático, e uma das características é a criação de grupos de bate papo. Alguns usuários acabam participando de mais de dez grupos ao mesmo tempo, criando uma situação de dependência. A jornalista Vanessa de Paula se diz viciada em celular e, em especial, nesse aplicativo: ela participa ativamente de 13 grupos e afirma passar de seis a oito horas conectada.

É sempre aconselhável, em caso de dúvida, consultar um profissional especializada em dependências.

Com tanta gente fazendo uso desse serviço, alguns acabam extrapolando, podendo assim prejudicar os relacionamentos pessoais e profissionais. Nomofobia (uma abreviação, do inglês, para no-mobile-phone phobia) é o nome do transtorno que define pessoas viciadas em aplicativos de mensagens, como o WhatsApp, mas também em internet, celular e redes sociais, como o Facebook e o Instagram. E o que estabelece essa compulsão não é só o tempo que o usuário passa envolvido com o aplicativo, mas tem a ver com o desenvolvimento de um comportamento problemático nas relações interpessoais ou ainda quando o trabalho ou outras atividades ficam comprometidas.

Hoje em dia, as pessoas se veem na necessidade de usar o celular.  Em decorrência dessa dependência, a compulsão classificada por nomofobia, acaba acarretando sintomas físicos e psicológicos.  O psicólogo, pesquisador e professor, Fábio José Cardias, explica que a nomofobia tem relação com transtornos secundários, como a ansiedade, fobia social, pânico e transtorno obsessivo compulsivo.

“Um sentimento de angustia, um vazio existencial, um desespero incomodador se você não estiver conectado, já não sabe viver a realidade sem a conexão.” Reitera o psicólogo.  Ele ainda fala de alguns sintomas físicos, como taquicardia; tensão muscular; problemas na coluna; insônia; retina seca; perda de audição, quando se usa muito o fone de ouvido, problemas de visão e náuseas. Embora não seja diagnosticada com o transtorno, a entrevistada Vanessa de Paula, por exemplo, explica que se sente ansiosa quando não está mexendo no celular. Isso pode ser um indício de que o uso excessivo já está prejudicando.

A dependência por smartphone levar a comportamentos extremos

O transtorno tem a ver com questões sociais e relacionais. “O problema é desenvolver o cotidiano a partir de relações somente pelo WhatsApp, o contato olho a olho passa a ser secundário, é um sinal de que você está dependente do celular, e no caso do Whatsapp. Isso vai causar problemas de relações pessoais, especialmente familiares e amorosas” afirma o psicólogo.

O WhatsApp é um aplicativo de mensagens instantâneas que possibilita manter contato com qualquer pessoa que possua a ferramenta a qualquer hora do dia. Segundo dados da empresa, mais de um bilhão de pessoas, em mais de 180 países usam o aplicativo. Em maio de 2017, o WhatsApp anunciou que o Brasil já conta com mais de 120 milhões de usuários. Quem faz o uso com moderação, diz que a ferramenta é muito útil tanto para a vida pessoal como a profissional. Débora Silva conta que o aplicativo serve como apoio para as tarefas diárias, “Não posso nem deixar o celular desligado por um tempo, principalmente no horário do expediente, porque acabo usando para me relacionar profissionalmente também”.

 

Saiba quais sintomas você já apresenta, no dia-a-dia

 

Fábio Cardias fundamenta que “o celular veio para revolucionar, não só a comunicação como outras atividades, você paga contas, manda documentos e estuda, virou multifuncional. Mas dentro dessa perspectiva de aspectos positivos, o negativo é o vício”. Diz ainda que é necessário alguns cuidados principalmente com crianças e adolescentes, determinando por exemplo, horários para o acesso as tecnologias.

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